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Dieta sem passar fome (Parte I)

Iniciamos aqui uma experiência que pode ajudar a que cada um de nós tente viver melhor, preocupando-se um pouco mais com o que representa cada alimento na sua dieta diária. Teremos oportunidade de abordar muitos temas, desde pequenos truques para quando existe uma indisposição, as chamadas “mezinhas caseiras”, até ao conhecimento mais aprofundado das plantas, frutos e legumes, percebendo o seu real valor, sendo utilizado convenientemente.

Para começar, nada melhor do que uma dica em relação a um problema transversal. Homens e mulheres com cada vez maior dificuldade em encontrar uma dieta adequada, equilibrada e sem passar fome, capaz de ajudar a perder aqueles quilinhos que teimosamente se mantêm, apesar dos esforços que cada um vai fazendo para “controlar a boca”, mas que na realidade representam  também aumento substancial da qualidade de vida e melhoria de todo o metabolismo.

Sublinho que estes conselhos podem ajudar, mas não nos podemos esquecer que existe um todo que contribui para este objetivo e que passa pelo controlo do SNC – Sistema Nervoso Central, Sistema Hormonal e relação de equilíbrio entre as atividades diárias, com espaço para trabalho, lazer e descanso. Sem estes fatores, os resultados poderão ser bons, mas com o cuidado de harmonizar o físico, espírito e mente, os resultados serão infinitamente melhores.

 

Dieta sem ter de passar fome

 

Fazer dieta sem passar fome parece bom demais para ser verdade? A mudança de pequenos hábitos, a substituição de alguns alimentos e uma atenção redobrada para com o seu corpo e a forma como o trata é o suficiente para perder aqueles quilinhos a mais e sem grandes sacrifícios.

1- Comece a prestar atenção ao seu corpo – quando é que fica com fome? Porquê? Quando é que normalmente come? Porquê? Saiba distinguir quando come porque tem realmente apetite de quando come apenas por “gulodice”, por estar aborrecido ou porque alguém à sua volta está a petiscar alguma coisa. Para domar o seu apetite e perder peso há que comer bem! Parece um contra senso? Não é!

 

2- Decifrados os momentos de verdadeira fome, há que comer, mas coma apenas até se sentir saciado, ou seja, sem fome. Isto porque normalmente comemos até nos sentirmos cheios, o que significa que já foi demais! Se ficar novamente com fome antes do que é habitual, não faz mal. Coma até que deixe novamente de ter fome. Em pouco tempo habituar-se-á a “sentir” o seu corpo e a responder-lhe de forma natural e eficaz. Comer mais vezes ao longo do dia, mas em menor quantidade, tem grandes vantagens!

 

3- Passar fome ou saltar refeições não é uma dieta, é prejudicial para a saúde. Os estudos comprovam que quem emagrece naturalmente, com recurso a uma dieta progressiva e saudável, terá maior probabilidade de manter o seu peso a longo prazo, ao contrário de alguém que recorre a uma dieta “louca” e rápida. Sim, pode ver resultados imediatos, mas a longo prazo vai perdê-los de vista num abrir e fechar de olhos!

 

4- Nunca é demais focar a importância de um bom pequeno-almoço. Se sair de casa sem a energia necessária para enfrentar mais um longo dia, não é apenas a sua barriga que vai reclamar! O cansaço, a desconcentração e a má disposição irão tomar conta de si e, quando a barriga começar a dar horas, vai devorar tudo o que lhe aparecer à frente… é aqui que surgem misturas alucinantes como o café e o rissol ou uma Coca-Cola e uma empadinha a meio da manhã! Se não estiver habituado à primeira refeição do dia, treine o seu corpo para aprender a gostar novamente do pequeno-almoço: comece com um iogurte ou uma peça de fruta, adicione uma torrada, uma malga de cereais, um café com leite, um sumo natural… não tarda nada começa a acordar cheio de fome e vai sentir-se em forma todo o dia!

 

5- Dentro do possível, faça de cada refeição, um verdadeiro ritual. Concentre-se nos alimentos, coma devagar, mastigue bem, saboreie cada garfada, fazendo várias pausas até terminar. Se seguir este processo será mais fácil aperceber-se do momento em que já está satisfeito. Isto também implica que não pode aproveitar o almoço para fazer aquelas cinco mil chamadas ou responder a uma tonelada de emails que estão à sua espera há dois dias. Reserve sempre pelo menos meia hora na sua agenda para desfrutar de cada refeição.

 

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