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Maria Amélia Tavares em toda a sua “Plenitude”

A Sala dos Fundadores do Museu de Ovar foi demasiado pequena para receber todos os amigos, familiares e antigos alunos de Maria Amélia Tavares, no lançamento do seu livro “Plenitude”.

Para falar sobre a autora, foram convidados o Padre Manuel Pires Bastos que destacou as suas “qualidades literárias”, centrando ainda as suas notas, nos contributos dados pela autora do livro de poesia à colaboração na Revista Reis, lembrando alguns dos seus trabalhos em que sobressaem a sua proximidade às pessoas simples e particularmente da praia do Furadouro.

Maria Luísa Resende, colega de profissão e causas sociais, insistiu na experiência de ambas na Revista Reis. Como reconheceu, mais do que abordar a bibliografia da autora, preferiu abordar o “empenhamento na vida” da colega a quem manifestou ter “grande apreço”. “O livro assume vivência e aprendizagens” e assume igualmente “as consequências das suas opções sobre as contradições da sociedade em que se empenha”, diria ainda Maria Luísa Resende para quem “é um enriquecimento trabalhar com ela”.

Já à neta da autora de “Plenitude”, Eva Aguiar, que concluiu o curso de Piloto Aviador, coube fazer uma apresentação da composição do livro com 33 poemas divididos, “embora muito interligados”, por temáticas como, relação familiar, introspeção e problemática do mundo, de que se destacou a leitura do poema “Meu menino sírio”.

Nesta sessão em que se “revisitou memórias”, como sublinhou o moderador, a animação musical teve a atuação do Manuel Ferreira e Sara Ferreira, a quem Maria Amélia Tavares deixou palavras de reconhecimento, bem como às dinâmicas do Museu de Ovar “na vida cultural vareira”. Realçou também os afectos que a prendem à Revista Reis em que sempre colaborou.

Perante alguns dos seus antigos alunos do primeiro ciclo, a professora com visível alegria, reavivou os valores que sempre lhes transmitiu, “para a dignidade humana e a solidariedade” no empenho para “ajudarmos a construir mais e melhor o país e o mundo”. Caminhada em que se continua a envolver, procurando sempre “aprender com os outros”, a exemplo do seu actual projeto de trabalhar Teatro com seniores.

Perante exemplares testemunhos de “missão” de duas colegas de profissão, Carlos Nuno Granja chamou atenção, para a forma “revoltante como a sociedade está a ver a luta dos professores”, que, e afirmou, “é pela sua dignidade”, mais do que por questões económicas. “A sociedade tem de valorizar os professores”, em que se destacam, “este espírito de missão aqui falado e presente”, destacando o papel de relevo que continua a ser desenvolvido pelas suas colegas de mesa nesta apresentação do livro “Plenitude”, que terminou com uma sessão de autógrafos. JL

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