publicidade
Saúde

Ministério da Saúde quer entros de saúde a rastrear cancros até ao final do ano

Todos os centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) terão de estar equipados até ao final de 2026 para realizar rastreios do cancro do colo do útero, do cancro do cólon e reto e da retinopatia diabética, no âmbito de uma estratégia do Ministério da Saúde destinada a reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce destas doenças.

A medida consta do Despacho n.º 7040/2026, publicado a 15 de junho, e enquadra-se no investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) dedicado ao reforço dos cuidados de saúde primários.

A medida consta do Despacho n.º 7040/2026, publicado a 15 de junho, e enquadra-se no investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) dedicado ao reforço dos cuidados de saúde primários.

O despacho determina que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a Direção Executiva do SNS e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde trabalhem de forma articulada para garantir a implementação destes programas de rastreio nas 39 Unidades Locais de Saúde do país. O objetivo é assegurar que todas as unidades disponham dos equipamentos, materiais e condições necessárias para realizar localmente exames que, até agora, em muitos casos dependiam de laboratórios convencionados. Os rastreios do SNS são gratuitos e os utentes elegíveis continuam a ser convocados através de carta ou mensagem SMS.

O diploma atribui à ACSS a responsabilidade pela execução financeira dos investimentos previstos no PRR e pela aquisição dos equipamentos e serviços necessários, enquanto a Direção Executiva do SNS ficará encarregue da operacionalização dos programas, da distribuição dos meios e da monitorização da realização dos exames junto da população abrangida. O Ministério da Saúde pretende ainda criar um modelo de coordenação e acompanhamento que permita acelerar a execução das metas definidas para os cuidados de saúde primários.

Paralelamente, um segundo despacho, o n.º 7041/2026, determina que os cuidados de saúde primários passem também a assumir um papel mais ativo no diagnóstico e acompanhamento da Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), uma doença que, segundo o documento, afeta mais de 15% da população adulta portuguesa. O Governo justifica a medida com as limitações de resposta dos hospitais, que se têm traduzido em tempos de espera prolongados para diagnóstico e início do tratamento.

Publicidade

Artigos Relacionados

GUIA DO CARNAVAL DE OVAR 2026
[dflip id="99858"][/dflip]
Botão Voltar ao Topo