Opinião

Uma Viagem pelos Serviços dos CTT

Consultada a enciclopédia, lá encontrei o significado de a sigla CTT, sendo que a mesma tem o significado de Correios, Telégrafos e Telefones.
O “edifício” dos CTT remonta, ainda segundo a mesma “cartilha”, a 6 de Novembro de 1520.

Se há serviços que foram um exemplo de eficiência, até que os mesmos foram vendidos à iniciativa privada, os prestados pelos CTT foram-no na sua plenitude.
Com a sua “entrega” aos privados, o português viu-se privado da sua eficiência nos serviços que presta.

Ainda sou do tempo em que o “comboio-correio”, com a sua carruagem a isso destinada, na sua passagem pelas muitas estações deste Pais, arrecadava e deixava o correio. Outros tempos, outras dificuldades que os muitos “equipamentos rodoviários” viram simplificar na chegada do correio aos mais recônditos locais de Portugal.

Não havia o “meio caminho andado” – o Código Postal – associado aos endereços dos destinatários, a toponímia das ruas das localidades e seus números de porta e já os carteiros conhecedores, como a palma das suas mãos, dos então lugares e do nome dos seus moradores, de porta a porta iam distribuindo o correio pelos seus destinatários. A todos conheciam e de todos eram conhecidos.

Montados em as suas bicicletas, saca de coura a tira colo, “buzinando” com as suas “buzinas”, quer fizesse chuva, quer fizesse sol, lá cumpriam pontualmente o seu dever, o seu trabalho que desempenhavam com zelo inexcedível.

Lembro-me dos carteiros cá da “província” da cidade a que pertence a minha freguesia de residência. Eles foram: O Senhor António correio, o seu filho Abílio correio e ainda o Carlos correio, pessoas que já não moram entre os vivos.
Ai como tudo hoje é diferente. Com a “entrega” aos privados, fecharam-se estações dos correios, os atrasos na entrega da correspondência é uma triste realidade, o seu descaminho muitas das vezes noticiado, etc..

Ainda hoje, os descendentes dos carteiros de então, são, ternamente, “alcunhados” como sendo “do correio”…
Em suma: tudo vendem para que o fruto da sua venda seja, no imediato, “consumido”.

O Lobo Mau

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