Cultura

O Miolo veio para ficar e já há datas para a segunda edição

O Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento terminou com casa cheia e com o lançamento das datas da segunda edição (24, 25 e 26 de setembro de 2027), dando resposta a uma das perguntas mais frequentes entre os participantes nas salas e corredores da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, que acolheu o evento entre 25 e 27 de setembro.

A forma imediata como o nome, a imagem gráfica e o programa do festival entraram nas conversas diárias de vários públicos, interessados em diferentes áreas do conhecimento, veio confirmar que há espaço e tempo para este novo evento, que passa a integrar o extenso e consolidado cartaz cultural de Santa Maria da Feira.

O festival apresentou-se com identidade e deixou a sua marca logo na primeira edição, recuperando e dando continuidade ao historial do território nas áreas da literatura e do pensamento contemporâneo, agora alargado a novas áreas do conhecimento, nomeadamente ciência, artes e investigação.

Durante os três dias do festival, passaram pela Biblioteca Municipal escritores consagrados e emergentes, jornalistas nacionais e internacionais, designers e ilustradores, professores e bibliotecários, artistas de várias áreas, leitores da biblioteca e demais interessados em debater, questionar e pensar o mundo contemporâneo.

Desde o momento de lançamento do festival, o Miolo revelou-se um evento de consensos, cuja qualidade dos oradores e a pertinência das temáticas propostas foram reconhecidas e elogiadas pelos diferentes públicos, sobretudo pela diversidade de áreas de interesse.

Também os convidados desta primeira edição demonstraram estima pelo evento e pela política cultural do Município de Santa Maria da Feira, partilhando testemunhos de reconhecimento e congratulação no livro de honra da Biblioteca Municipal.

Recorde-se que, na sua primeira edição, o Miolo trouxe a Santa Maria da Feira a urbanista e promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind; a escritora espanhola Clara Usón; o designer e ilustrador espanhol Isidro Ferrer; o advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes; os escritores Gonçalo M. Tavares, Joana Bértholo e Dulce Maria Cardoso; o filósofo francês Gilles Lipovetsky; o filósofo português Nuno Venturinha; o físico e ensaísta Carlos Fiolhais; e os músicos Patrícia Relvas e Roberto Afonso, do projeto Lavoisier, acompanhados por Maria Giulia Pinheiro e Filipe Homem Fonseca.

A exposição de Isidro Ferrer, autor da imagem gráfica e identidade visual do festival, continua patente na galeria da Biblioteca Municipal até 15 de novembro e tem entrada livre. “Vestígios de uma forma de pensar” reúne cerca de 240 obras originais do artista, nomeadamente cartazes, objetos de inspiração e páginas dos seus cadernos de esboços.

Entre os objetos em exposição, encontra-se o despertador de pedra que deu vida à imagem gráfica do Miolo, criado de forma artesanal por Isidro Ferrer. Um relógio que, ao invés de medir as horas, suspende o tempo, convidando desacelerar o ritmo dos dias, a parar para pensar.

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