Opinião

O invasor combate-se

Assim é no espaço terreno, quando povos oriundos de outras paragens, pretendem ocupar aquilo que a outros, por tradição ou razões mundanas, cabe defender por que no mundo, agora, globalizado, o que a todos pertence não pode continuar a ser só de alguns.

A Natureza animal é disso um irrefutável exemplo. Quando um confronto de interesses surge, a luta é desencadeada. Acaba por vencer o mais forte, que, por sua vez expulsa o indesejado.

E se assim é, as recentes investidas do mar, o mais forte, na orla costeira, tem trazido à opinião pública um confronto de ideias deveras diversificado e uma pergunta, de entre um montão delas, se faz: quem é, ou foi, o invasor.

Os homens construíram onde as entidades oficiais permitiram, ou onde a “sua real gana” os levou a escolher.

Os “autorizados, ou legalistas”, pagaram as suas taxas, e terão, assim se admite, assumido, oficialmente, o compromisso de demolir, com todos os custos a suportar por si, caso o espaço viesse a ser necessário.

Os outros, os que abusaram, e neste grupo não existe só gente parca de recursos, que querem? Resta-lhes libertar o espaço indevidamente ocupado.

Não será que o mar, de quando em vez, se lembra de vir procurar o que lhe pertence?

E por que o mar investe, assusta, destrói, logo aparecem os legalizados e os prevaricadores a reclamar segurança e, quantas vezes, a entidades e pessoas que em nada contribuíram para o erro cometido. As imprevidências foram acumuladas ao longo dos anos mas, ao que parece, não têm merecido atenção.. Veja-se o que está a acontecer com decisão camarária de construir vários apartamentos em uma zona que o mar, estes dias, e nesta fase de “investidas”, de mansinho, foi visitar e deixou o seu aviso. A água já lá chegou. As ditas casas de cariz social são bem necessárias, mas não devem ser implantadas naquele local.

Mas, como o “invasor se combate”, muitas são as sugestões que aparecem, todas elas no sentido de repelir o mar, considerado de invasor.

Estranhamos, isso sim, é que não tenha havido quem se tenha lembrado do recurso a armas de guerra.

No concelho de Espinho, existe um quartel militar e esquadras da PSP e GNR. Por Ovar encontram-se, também, iguais esquadras e uma base militar especializada em operações aéreas. E se aparecer quem queira utilizar estes recursos de combate, por que não os requerer ao primeiro sinal de “levantamento” das ondas e, aos tiros, as repelir?

O mar procura o que é seu e, por isso, não se oponham à “sua vontade”, deixem-no espraiar-se em total liberdade, é a solução final e não deixará de acontecer em um futuro próximo.

Florindo Pinto

(Foto: José Carmo/Global Imagens in JN)

 

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