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	<title>Sérgio Chaves, autor em OvarNews</title>
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	<description>Actualidade Vareira</description>
	<lastBuildDate>Thu, 31 Mar 2016 10:49:01 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sérgio Chaves, autor em OvarNews</title>
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		<title>Nem Tudo Vai Mal &#8211; Sérgio Chaves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 10:43:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entendo a paz como uma condição, tal como a saúde, sem as quais não existe verdadeira liberdade, ainda que no primeiro caso num plano mais social e no segundo num plano mais pessoal. Ambas têm para mim mais uma coisa em comum: só se lhes dá o devido valor quando não se tem ou se &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Entendo a paz como uma condição, tal como a saúde, sem as quais não existe verdadeira liberdade, ainda que no primeiro caso num plano mais social e no segundo num plano mais pessoal. Ambas têm para mim mais uma coisa em comum: só se lhes dá o devido valor quando não se tem ou se perde.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignleft" alt="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/16/Euro2004OpeningCeremony.jpg" width="346" height="259" />Após Guerras Mundiais, um período de tensão provocado pela Guerra Fria e consecutivos Tratados de integração europeia, passámos a ter a paz, a liberdade e a prosperidade como dados adquiridos, mas os cada vez mais repetidos acontecimentos internacionais questionam essas certezas.</p>
<p>No caso de Portugal, somos um país que raramente se soube ou saberá governar, cuja velocidade de ponta do crescimento económico já se deu, e não mais voltará a repetir-se. Mas será que tudo vai mal? Os cidadãos portugueses nos seus brandos costumes não se revoltam com certas evidências, mas também têm na sua serenidade um valioso activo que faz discernir e sair de situações potencialmente complicadas.</p>
<p>Saímos de um impasse político e mal ou bem as coisas foram andando, em Espanha nem por isso, no Brasil ainda menos e em tons que ultrapassa já o normal da crispação para chegar a níveis pouco recomendados em democracia.<br />
Será ou não será o português, com todo os defeitos que tenha, exemplar na forma como na diáspora se consegue integrar nos quatro cantos do Mundo?<br />
Será ou não Portugal um caso de tolerância e êxito na integração da maioria dos imigrantes que acolhe? Será ou não unânime que quem nos visita se sente em casa?</p>
<p>Não vou estar a julgar agora de quem é a culpa da Guerra na Síria, do terrorismo, ou sobre a ineficácia da política sobre os migrantes da UE, e o que espero, sinceramente (embora não acredite em milagres no curto-prazo) é que estas situações sejam amenizadas, mas Portugal, fruto da sua localização periférica e muito por esta nossa forma de ser, tem sabido aproveitar (sobretudo na vertente do turismo) a instabilidade dum conjunto cada vez mais alargado de países.</p>
<p>O nosso forte nunca foi, nem vão ser as contas, mas existirá alguém que possa contrariar o sucesso em termos de imagem do país e de retorno em termos turísticos de alguns eventos internacionais organizados em Portugal? Há somente que aproveitar e reinventar as infra-estruturas para capitalizar em ganhos, pois os activos mais importantes ou dificilmente se alteram (paz, segurança, clima e paisagem) ou não mudam de todo: NÓS!</p>
<p><strong><em>Sérgio Chaves</em></strong><br />
<em>*O autor não aderiu ao acordo ortográfico.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Pontos de Vista e Prioridades &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/pontos-de-vista-e-prioridades-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2016 16:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muda o Governo e surge a necessidade de mexer ou remexer em muita coisa para se marcar a diferença e tentar provar que “agora é que vai ser”. Na minha manifestação de interesses começo por referir que o que não concordo no presente (isto é, feito por este Governo) não significa que concorde com o &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Muda o Governo e surge a necessidade de mexer ou remexer em muita coisa </span><span style="line-height: 1.5em;">para se marcar a diferença e tentar provar que “agora é que vai ser”. Na minha manifestação de interesses começo por referir que o que não concordo no presente (isto é, feito por este Governo) não significa que concorde com o que foi feito anteriormente (pela agora oposição). Significa sim, que com toda a certeza há várias coisas positivas que foram feitas ao longo do tempo e estão a ser desfeitas (executivo atrás executivo) e outras que estão claramente mal e ninguém as desfaz!</span></p>
<p>Acabaram vários exames desde o 1º ciclo até lá mais à frente. Concordo, na medida em que julgo que aquilo que cada um sabe e aquilo que é, dificilmente é medido em tão pouco tempo e com tamanho peso.</p>
<p>Em nome do suposto interesse nacional, a “companhia de bandeira TAP” vai voltar a ser “nossa”. Nem sequer vou entrar pela questão da gestão ou da dificuldade em acreditar que o que não funcionou até hoje vai resultar de futuro, pergunto é se como português, ainda para mais habitante no Norte de Portugal e que viaja tanto e na TAP então não se fala: em que é que realmente o meu dia-a-dia ficou melhor desde essa decisão estratégica de reassumir o controlo da companhia?</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-17109 alignleft" alt="Bois politicos" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos.jpg" width="368" height="368" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos.jpg 526w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos-150x150.jpg 150w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos-300x300.jpg 300w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/02/Bois-politicos-55x55.jpg 55w" sizes="auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px" /></a>A esta altura é legítima a pergunta: o que é que os exames, a escola e a TAP têm a ver uns com os outros?</p>
<p>Todos os dias, a toda a hora, comunicamos, mas desde o passado recente passámos a ter um acordo ortográfico. Antes da questão dos exames se colocar, talvez fosse mais relevante pensar na agressão mais forte do que a pressão dos exames, que é obrigar as crianças a aprender numa linguagem que não é a língua portuguesa, submeter os professores a essa obrigação e sujeitar os cidadãos ao mesmo na sua interacção com a administração pública. Preocupação tão grande com o Sr. Neelman e o Barraqueiro, do controlo da TAP passar para terras de Vera Cruz e temos aqui uma ameaça diária, real e que se aceitou como irreversível no vandalizar da língua portuguesa. Este acordo ortográfico consegue ainda colocar-nos virtualmente a um click do “apagão”, que é a ferramenta da pesquisa do Google e a sua tecla “Páginas de Portugal”, cujo desaparecimento iria enviar tudo o que é página em português de Portugal para um lugar demasiado longínquo.</p>
<p>Deus dá nozes a quem não tem dentes! Somos um país soberano e assassinamos a nossa língua, que é uma enorme fonte de riqueza, outros há, que anseiam pela soberania e agarram-se com unhas e dentes à afirmação sua língua enquanto expressão e diferenciação da sua cultura. Disso é exemplo a manta de retalhos do país vizinho…</p>
<p>Parolo não é o calão tripeiro ou o cantarolar algarvio, ou ter outra língua como mirandês. Parolo é renegar a tudo isso e ao português!</p>
<p><strong>Sérgio Chaves</strong><br />
<em><strong>*O autor não aderiu ao acordo ortográfico</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Queijo Limiano &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/queijo-limiano-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2015 13:56:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Começo a minha crónica com a transcrição das declarações do vendedor de pássaros, personagem da obra “Cada Homem é uma Raça”, de Mia Couto: Inquirido sobre a sua raça,respondeu: — A minha raça sou eu, João Passarinheiro. Convidado a explicar-se, acrescentou: — Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/04/partidos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12097" alt="partidos" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/04/partidos.jpg" width="296" height="327" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/04/partidos.jpg 296w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/04/partidos-271x300.jpg 271w" sizes="auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px" /></a></p>
<p>Começo a minha crónica com a transcrição das declarações do vendedor de pássaros, personagem da obra “Cada Homem é uma Raça”, de Mia Couto:</p>
<p>Inquirido sobre a sua raça,respondeu:<br />
— A minha raça sou eu, João Passarinheiro.<br />
Convidado a explicar-se, acrescentou:<br />
— Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="http://cdn.controlinveste.pt/storage/JN/2010/big/ng1358970.jpg" width="360" height="240" />    Isto diz bem da complexidade de cada pessoa e dá uma dimensão maravilhosa da liberdade e individualidade presente no Homem.<br />
Porém, não há homem isolado do mundo, é primitivo aquele que não está ligado e interligado à sociedade, à rede e às redes sociais. Toda a gente deve afirmar positivamente as suas ideias e conquistar o seu espaço, mas tal qual uma andorinha só não faz a Primavera, a soma de individualidades não faz por si uma grande equipa ou um grande país.<br />
Esta introdução visa chegar à minha análise sobre o período de pré-campanha que já se vive em Portugal para as eleições legislativas e presidenciais.</p>
<p>Quanto às primeiras eleições (e dado a confirguração dos poderes conferidos pela nossa Constituição) são bem mais importantes, e a balança ostenta de cada lado os dois pesos pesados do costume, mas agora um número mais alargado de outros partidos ou “raças” ou quase “one man show”. E é aqui que quanto a mim reside a questão fundamental: aprecio a defesa de ideias próprias e que constituam melhorias às correntes dominantes, sobretudo quando estas estão em ruptura, porém torna-se óbvio que essas ideias e indivíduos não se conseguiram afirmar dentro das ditaduras dos partidos, que ao invés de se abrirem a novas pessoas e no fundo aos cidadãos e ao exercício da cidadania querem continuar a defender as suas “vacas sagradas” e os poderes instalados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="http://visao.sapo.pt/users/126/12623/henrique-neto-8ebf.jpg" width="365" height="240" />                  Por outro lado, vai-me perseguir a dúvida até aos resultados das legislativas, se esses novos movimentos não são uma tentativa de criar vários queijinhos limianos (lembram-se do deputado do CDS Daniel Campelo que tanto jeito deu em hora de aperto ao PS) que só estão à espera que faltem umas décimas para poderem aumentar exponencialmente o seu poder negocial e se colarem à governação (seja ela de quem for!).<br />
Já no que respeita às presidenciais, com o estilo boneco de palha conferido e seguido nas funções, os partidos até se têm dado ao luxo de ver entrar inúmeros candidatos sem lhes porem obstáculos de maior. Quem sabe esse menosprezo não venha a sair caro aos partidos e tenhamos a agradável surpresa de ver alguém com mais pulso e independência que se porte como um verdadeiro pai e não como um padrasto ou tio afastado do país, dos portugueses e da própria assembleia da república.</p>
<p><strong>Sérgio Chaves</strong><br />
* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Esquerda, direita ou nada disso &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/esquerda-direita-ou-nada-disso-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2015 18:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faço parte duma extensa minoria que não se revê na clubite de nenhum partido, nem na arcaica discussão de esquerda, direita e centro (?).  Mas também não acho que não precisos partidos ou novos movimentos alternativos, julgo sim que existem, actualmente, pessoas válidas em número suficiente de todos os quadrantes e, infelizmente, um grande número &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/fiscal.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11322 alignleft" alt="fiscal" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/fiscal.jpg" width="272" height="357" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/fiscal.jpg 423w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/fiscal-228x300.jpg 228w" sizes="auto, (max-width: 272px) 100vw, 272px" /></a><span style="line-height: 1.5em;">Faço parte duma extensa minoria que não se revê na clubite de nenhum partido, nem na arcaica discussão de esquerda, direita e centro (?). </span></p>
<p>Mas também não acho que não precisos partidos ou novos movimentos alternativos, julgo sim que existem, actualmente, pessoas válidas em número suficiente de todos os quadrantes e, infelizmente, um grande número de pessoas menos válidas que vivem penduradas no sistema.<br />
Inevitavelmente, vou falar na Grécia mas não mais do que aquilo que para mim justifica, isto é: não muito. A Grécia é somente uma face mais visível dum grande problema, mas não o problema por si só. O verdadeiro problema é a Zona Euro não crescer, e sobretudo não saber o que fazer para crescer e, entretanto, o desemprego multiplica­se e as dívidas exponenciam­se.</p>
<p>A continuação do verdadeiro problema é o Japão não crescer e ter um endividamento brutal, os E.U.A. estarem em recuperação alicerçados em impressoras e na exploração de petróleo a baixo custo (e a dívida também é impressionante), e mesmo a China já não está a progredir da mesma maneira. O milagre Russo volta a não ser antes de o ser&#8230; Seria muito fácil dizer que a culpa é do capitalismo, a questão é que já não estamos verdadeiramente na época capitalista.</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/sam.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11323 alignleft" alt="sam" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/03/sam.jpg" width="268" height="188" /></a>Estamos em qualquer coisa que adultera a receita, como óleo em azeite. O capitalismo defende a livre iniciativa e concorrência e, por todo o lado, o que se assiste é à tentativa de concentração empresarial e de blocos económico­financeiros, no sentido precisamente inverso, isto é, de abolir a concorrência e a liberdade dos mercados e proteger interesses sectaristas.</p>
<p>As estimativas de produção devem ter em conta legítimas expectativas de<br />
crescimento e de abertura de mercados, e não contar com a concessão ilimitada de crédito ou com a criação de mercados artificiais em que os governos são peritos e que vão colmatar a falta de procura.</p>
<p>Por outras palavras, a produção deve ajustar­se mais às reais necessidades de consumo, e embora a especialização seja naturalmente benéfica, a variedade da oferta agrícola, industrial e de serviços dum país ou região deve ser valorizada, pois esta permite melhor aguentar os choques dos períodos de crise.</p>
<p>Qual foi o país que nos últimos 20 anos cresceu sempre acima de 1,5%, mas nunca mais de 5%?! Não, não foi Suiça! Nem pensar! Foi a Austrália. Um país­continente. Talvez por estar tão longe não lhe pegaram tantas modas economicamente falaciosas, basta­se a si próprio mas está aberto ao mundo, não precisa de ser a caixa forte do saco­azul europeu ou mundial, não precisa de agora rejeitar aqueles que lhe deram corpo (os imigrantes) e tambem não precisa de impôr barreiras alfandegárias suplementares àqueles que o alimentaram.</p>
<p>São duas realidades muito distintas as destes dois países, duas geografias e duas dimensões muito diferentes, mas são sobretudo filosofias realmente diferentes. Uma ilustra mais ou menos aquilo que deve ser, a outra mostra o escape dum carro altamente poluente como é a União Europeia actualmente.</p>
<p><strong><em>Sérgio Chaves</em></strong><br />
<em>* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
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            	</item>
		<item>
		<title>Céu nublado ou sol com algumas nuvens? &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/ceu-nublado-ou-sol-com-algumas-nuvens-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2014 16:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O título que escolhi para esta crónica resume a minha maneira de ver duas faces da mesma moeda, em que a primeira é claramente a que os principais meios de comunicação optam na escolha da esmagadora maioria dos temas que abordam e a segunda seria a versão do país e do mundo positivos, ou o &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O título que escolhi para esta crónica resume a minha maneira de ver duas faces da mesma moeda, em que a primeira é claramente a que os principais meios de comunicação optam na escolha da esmagadora maioria dos temas que abordam e a segunda seria a versão do país e do mundo positivos, ou o que resta de positivo neles.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="https://c2.staticflickr.com/4/3555/3459223412_f0e17fcba9.jpg" width="358" height="270" />Concordo que o pântano geral do país e do mundo dão certa razão à insistência das televisões, mas só pegando nos aspectos positivos e tentando resgatá-los dos terrenos movediços que lhes são próximos, podemos ter aspirações a algo melhor.</p>
<p>Portanto, ainda que episódios recentes sejam bastante aliciantes para tema de conversa, dar-lhes mais cobertura seria continuar a insistir no mesmo erro. Mais do que a corrupção só por si destrói, é o efeito de distorção que gera na economia e na sociedade, e também em última instância no tempo e energia que perdemos a falar dela em vez de falar de coisas bonitas, positivas e alegres.</p>
<p>Que se perca tempo e imagens na dinâmica que os centros de Porto e Lisboa apresentam nesta altura do ano, bem como de todas as outras cidades e aldeias a que se possa chegar e apresentar e divulgar. Fale-se das novas empresas, inovações e engenhocas que apareceram por este país fora.</p>
<p>Fale-se dos Óscares e mais Óscares do turismo, estrelas Michelin, hotéis premiados, de cada vez mais turistas por cá e cada vez mais encantados. Vamos aplaudir as novas rotas das low-cost para os Açores. Quantos de nós já foram a Porto Santo ao aos Açores? E quantos de nós já se perderam e encantaram no sul ou ilhas espanholas&#8230;?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-OE4ZxTqmRgs/T99G0QY1aaI/AAAAAAAABGY/GverKB2BUAM/s1600/Enguias+em+escabeche.JPG" width="358" height="268" />Quem tem a melhor gastronomia do mundo? E cá dentro o que é melhor? Perca-se tempo a discutir o porquê do excesso de neve fechar os acessos à Torre da Serra da Estrela. O porquê da erosão costeira. As alternativas para algumas Rias e Rios deixarem de ser porcelana fina quase intocável e passarem a ser polos de desenvolvimento transversais a vários municípios e a vários sectores. Não se percam mais horas, nem minutos, nem segundos a discutir se a prisão preventiva é justa ou não! Pronto, pode-se perder um tempo, sim, a debater o porquê de praticamente qualquer acto entre um cidadão normal e cumpridor e o Estado possa resultar na transformação do cidadão num potencial vigarista e criminoso. Falo em dívidas menores de portagens, taxas e afins tão em voga.</p>
<p>Voltemos então ao que interessa: exportar o pastel de nata, os ovos-moles e o pão-de-ló e afirmar as enguias, a sua caldeirada, a chanfana e o cabrito.</p>
<p>Já que estamos a chegar ao Natal e falando de bacalhau (de robalos também já chega de falatório), podemos perder um bocadinho de tempo a discutir a política das pescas e da agricultura. Sim, porque o bacalhau tem acompanhamento&#8230;</p>
<p>Por fim, fica a menção mais que honrosa aos alentejanos pelo feito de terem tornado o Cante Património da Humanidade.</p>
<p><strong><em>Sérgio Chaves</em></strong><br />
<em>(08.12.2014)</em><br />
<em>* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/ceu-nublado-ou-sol-com-algumas-nuvens-sergio-chaves/">Céu nublado ou sol com algumas nuvens? &#8211; Sérgio Chaves</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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            	</item>
		<item>
		<title>To Be Or Not To Be &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/to-be-or-not-to-be-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2014 11:49:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O povo decidiu: está decidido! É bom saber que a democracia ainda está viva em algumas partes do globo. Uma grande lição deram a Escócia e o Reino Unido à União Europeia, a Espanha e à Catalunha. Com paixão, fervor e discussão, a vontade foi expressa no lugar correcto (as urnas) por mais de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O povo decidiu: está decidido! É bom saber que a democracia ainda está viva em algumas partes do globo. Uma grande lição deram a Escócia e o Reino Unido à União Europeia, a Espanha e à Catalunha.</p>
<p>Com paixão, fervor e discussão, a vontade foi expressa no lugar correcto (as urnas) por mais de 80%, portanto o resultado, ainda que equilibrado deixa toda a gente de consciência tranquila.</p>
<p>Os resultados ditaram que como em quase tudo na vida, na dúvida deixa-se estar como está. À rebeldia dos mais novos, sobrepuseram-se o comodismo e a razão dos mais velhos. A meia-idade e os mais velhos não quiseram arriscar o dia de hoje por um ponto de interrogação no futuro, que já não seria secalhar para os olhos de alguns deles. Pensaram neles e nos filhos, quanto a mim não pensaram nos netos e para além deles.</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/09/better.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-6949 alignleft" alt="better" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/09/better.jpg" width="437" height="316" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/09/better.jpg 624w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/09/better-300x216.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px" /></a>Uma nação pequena pode crescer bem mais depressa mas também pode empobrecer do dia para a noite. A crise pós-2008, a falência dos princípais pilares financeiros escoceses e a chantagem da proibição da libra, fizeram a população entrar numa angústia face à ausência de certas respostas que a independência não conseguia desde já garantir. Já a impossibilidade de entrada na União Europeia foi pura demagogia, pois esta seria de direito à nova Escócia (ao contrário da Catalunha).</p>
<p>Quanto a mim, um país economicamente saudável mas com constrangimentos financeiros sobretudo derivido à sua dimensão e consequente exposição ao exterior, seria viável. Podia não o ser no curto-prazo devido à reorganização e ao castigo dos mercados imposto a essa audácia, mas a médio-longo prazo tenho poucas dúvidas que não fosse próspero.</p>
<p>As comparações têm sempre limitações, mas ali ao lado existe um país com um grau de desenvolvimento económico semelhante: a República da Irlanda. Sem o joker escocês chamado petróleo, mas com um activo chamado população jovem. Esse país foi atingido pelos raios da crise financeira, mas a resposta seguinte foi de que a economia existe, portanto as finanças não vencem. Esse país também se decidiu separar do Reino Unido, esse país passou dificuldades, mas esse país está vivo.<br />
Esta é uma mera opinião! Quem sou eu para achar o que é melhor para alguém senão o próprio. O exercício que vou propôr é puramente académico mas: Portugal devia pertencer a Espanha? Claro que não! Mas se Portugal fosse território Espanhol, será que actualmente votaria ser independente? Não sei&#8230;</p>
<p>O que me parece é que aqui no país vizinho é tudo feito ao contrário. Os catalães querem desde já votar a sua independência quando não têm autorização para o fazer segundo a constituição. O Estado espanhol quer proibir. Julgo que uma consulta desta natureza devia ser alvo de ponderação e dar bastante tempo para amadurecer e debater, tal como no Reino Unido. Proibir não vai resolver os problemas, vai extremar posições e sobretudo soa a tirano. Por outro lado, querer um referendo sem comum acordo e sem perspectivas de poder entrar na UE nem manter o Euro também não me parece a coisa mais acertada.</p>
<p>No meio disto tudo a Velha Europa, na pele das suas enfadonhas instituições respirou de alívio, mas não muito tempo porque a guerra não está assim tão longe.</p>
<p><strong><em>Sérgio Chaves</em></strong><br />
<em>* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
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		<item>
		<title>Com Cabeça, Tronco e Membros &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/com-cabeca-tronco-e-membros-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 11:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Li com atenção e entusiasmo a entrevista do director da Ryanair, o irlandês Michael O`Leary, ao Diário de Notícias na passada semana. Desta vez não foi polémico, mas vincou bem outra das características que lhe é reconhecida: pragmatismo! Referiu que os aeroportos de Faro e do Porto estão bem organizados e suportam ainda bastante tráfego, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Li com atenção e entusiasmo a entrevista do director da Ryanair, o irlandês Michael O`Leary, ao Diário de Notícias na passada semana.</p>
<p>Desta vez não foi polémico, mas vincou bem outra das características que lhe é reconhecida: pragmatismo!</p>
<p>Referiu que os aeroportos de Faro e do Porto estão bem organizados e suportam ainda bastante tráfego, que a sua empresa vai tentar incrementar. Se é verdade que o Porto consegue dar a volta por mérito e dinâmica das suas gentes, não é correcto omitir que um bom empurrão tem sido dado desde a instalação da Ryanair. No entanto a conversa centrou-se em Lisboa, onde transporta menos de metade dos passageiros que considera serem perfeitamente viáveis para a nossa capital. O seu plano passa por Portugal abrir a base do Montijo para estes fins civís, construindo as infra-estruturas por módulos à medida do necessário.</p>
<p>E não é que O`Leary com a sua racionalidade e pragmatismo arrisca-se a estragar as negociatas!? Então a Vinci, vencedora da privatização da Ana, empresa gestora dos nossos aeroportos, escancarou as portas da Portela a O`Leary (para que este instalasse mais uma base da Ryanair), que seguindo a sua dinâmica natural se iria encarregar de saturar o aeroporto de Lisboa, desfanzendo assim as dúvidas quanto á construção do novo aeroporto, na margem sul, seguido de mais uma ponte, e mais o TGV.</p>
<p>Assim, a já accionista das duas pontes sobre o Tejo podia juntar ainda a construção duma terceira ponte e dum novo aeroporto.     Como diria o outro (mas antes de ir para a EDP): é um fartar de vilanagem!</p>
<p>Desejo que a Ryanair traga cada vez mais visitantes a Portugal, e que preservem bem o precioso e central aeroporto da Portela e deixem o homem ir para o Montijo, para daqui a uns anos não estarmos a contar mais nenhuma história triste de obra megalómana que não podemos pagar.</p>
<p>Por fim, relato algo que o irlandês também contou e nos deve orgulhar: que nos julga dos melhores países do mundo para visitar, e que todos os anos cá fica algum tempo.</p>
<p><strong>Sérgio Chaves  </strong><br />
<em>* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
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		<title>So Big Is Not Beautiful &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/so-big-is-not-beautiful-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2014 12:08:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em coerência com o que já defendi nesta praça e com os tempos que correm, não podemos exigir à nossa porta todos e mais alguns serviços, na óptica do são sempre precisos. O assunto que hoje me ocupa deriva deste país ter a necessidade de fazer certas coisas tão grandes ou megalómanas para se sentir &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Em coerência com o que já defendi nesta praça e com os tempos que correm, não podemos exigir à nossa porta todos e mais alguns serviços, na óptica do são sempre precisos.</span></p>
<p>O assunto que hoje me ocupa deriva deste país ter a necessidade de fazer certas coisas tão grandes ou megalómanas para se sentir em igualdade com outras civilizações. Deve haver quem tenha memória para ir mais atrás no tempo, mas nesta era ultra-moderna pós-adesão à UE, há um marco símbolico para mim importante: a maior feijoada do Mundo para inaugurar a maior ponte da Europa (refiro-me à Vasco da Gama).</p>
<p>A partir daí, o rectângulo embalou imparável para a Expo&#8217;98, para a Porto 2001, para o Euro (moeda, o projecto mais megalómano de todos), para o Euro 2004, e por aqui me fico, pois se voltasse a entrar pelos caminhos do “gang do asfalto” isto não acabava!</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/expo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-1384 alignleft" alt="expo" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/expo.jpg" width="461" height="318" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/expo.jpg 720w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/expo-300x207.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /></a>Se o país e Lisboa (sobretudo) ganharam com uma magnífica obra de reabilitação urbana que foi a zona da Expo? Ganharam, não era preciso era haver nenhuma exposição universal com inúmeros equipamentos que acrescentaram casas de milhares às despesas. Se o país e o Porto (sobretudo) ganharam com a Capital Europeia da Cultura? Ganharam, sem dúvida. Não seria preciso era ter havido tamanho inflacionamento nas obras.</p>
<p>Qualquer uma destas cidades não teria o enquadramento internacional sem esses dois eventos. Igualmente, a dívida do país seria qualquer coisa mais modesta. Se o Euro 2004 foi mau para o país? Quem for intelectualmente honesto não pode discordar que foi um sucesso e que a imagem do país melhorou bastante.</p>
<p>Porém, não deviam ter sido feitos 10 estádios. O de Aveiro, Leiria e Algarve estão a mais. Por muito que doa nos orgulhos clubísticos, em Lisboa e no Porto deviam existir dois e não quatro estádios.</p>
<p>Estes são talvez dos actos mais marcantes pelas verbas envolvidas e pela falta de exemplo que foi dada na capacidade de gerir correctamente tamanhos investimentos.</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-1383 alignleft" alt="escola primária" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária.jpg" width="403" height="269" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária.jpg 1600w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária-300x199.jpg 300w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária-1024x682.jpg 1024w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2014/05/escola-primária-290x195.jpg 290w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" /></a>Saltando outros, centro-me agora na Parque Escolar. Eu, para mudar de país, para um desses civilizados, tenho de me meter no comboio ou na auto-estrada, mas houve alguém que entretanto se encarregou de também dar à província um toque dessa civilidade, através de algumas obras em escolas, candidatas até a prémios.</p>
<p>Esses concursos não deviam ser concursos de fotografia, e devia ser obrigatória a inclusão de critérios significativos como a funcionalidade e a vivência.</p>
<p>Posto isto, boa parte desses mausuléus ao invés de idolatrados, passavam provavelmente para o plano do ridículo. Ainda esta semana se tomou conhecimento que como o dinheiro acabou não vai haver intervenção numa série de obras mais remediadas noutras escolas.</p>
<p>Concordo que não é possível manter escolas com meia-dúzia de alunos, na medida até que a escola é antes de tudo um exercício de sociabilização, não posso é concordar que se sacrifiquem projectos equilibrados no número de pessoas e no espaço que ocupam, dinâmicos e com maior envolvimento, mas por serem mais pequenos têm de ser dizimados para se alimentarem essas megalomanias.</p>
<p>Andam autocarros a torrar gasóleo para capturar as crianças e as enclasurarem nesses novos conceitos. Qual arrastão que traz as petingas e essas depois são enlatadas para ir para as grandes superfícies.</p>
<p>Quem partilhou comigo aquele enorme recreio, em que jogavam 11 x 11 e ainda sobrava outro tanto e se depara com o espectáculo actual, sabe bem do que estou a falar!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Portugal a Crescer &#8211; Sérgio Chaves</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/portugal-a-crescer-sergio-chaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2014 21:28:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frase repetida por quem ela mais interessa, em contos com muitos “ses”, muitas virgulas e números infinitesimais e  para quem o país está melhor (a representação dele possivelmente), país esse sem gente lá dentro, pois reconhecem que a vida das pessoas tem sido de sacrifícios. Outro crescimento que tem sido relevado ultimamente refere-se à fronteira &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/portugal-a-crescer-sergio-chaves/">Portugal a Crescer &#8211; Sérgio Chaves</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Frase repetida por quem ela mais interessa, em contos com muitos “ses”, muitas virgulas e números infinitesimais e  para quem o país está melhor (a representação dele possivelmente), país esse sem gente lá dentro, pois reconhecem que a vida das pessoas tem sido de sacrifícios.</p>
<p>Outro crescimento que tem sido relevado ultimamente refere-se à fronteira marítima do país. O slogan do cartaz é “Portugal é Mar”. É água para o ocidente, pela terra dentro, devastando o litoral e água em quase toda a parte metida pelos políticos.</p>
<p>A ilustração que apresento em anexo da cerimónia desafia-me a imaginar algo um pouco diferente, em que o Sr. Aníbal explicava que só, após a recente visita às Berlengas, tomou alguma consciência que o mar e as suas potencialidades são imensas, mostrando-se um pouco arrependido de enquanto Primeiro-Ministro ter sido um impulsionador do abate de quase toda a nossa frota pesqueira (e já agora do desmantelamento da agricultura).</p>
<p>Mas ele está satisfeito, pois como a área total do país está em vias de aumentar uns bons km2, o Eurostat e a Comissão Europeia, a bem do rigor e da verdade, permitem calcular o índice de kms de auto-estradas per capita utilizando a superfície terrestre e marítima (tal como permitem a instrumentalização das dívidas através de swaps ou a exclusão de certas dívidas de organismos mascarados que são dependentes dos Estados).</p>
<p>O Sr. Aníbal e a Dª Maria exultam, pois o Sr. Aníbal acreditou anos a fio que o betão e o asfalto eram a solução para todos os problemas. Recentemente, com a proliferação de inúmeras SCUT&#8217;s, esse índice que colocava Portugal na média europeia e traduzia, de certa forma, alguma equidade em relação à UE, alterou-se tão desmesuradamente que passou a fazer corar de vergonha e a servir claramente de farol indiciador de corrupção e falta de estratégia e visão.</p>
<p>A presença do Ministro da Educação (ainda que com gravata vermelha de alerta, ao contrário dos acessórios azuis airosos dos restantes) terá sido para combinar com Sr. Aníbal como é que tudo isto vai ser explicado às crianças nas nossas escolas! Dado o optimismo da Srª Ministra do Mar e da Lavoura, parece-nos que tudo mais uma vez vai correr e acabar bem&#8230;</p>
<p>Penso que foi uma falha grave não ter sido convidado o Ministro ou Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações. Como este país, que estava em vias de concluir a terceira ligação de 300 kms entre as duas principais cidades, vai agora ter também um serviço diário pela Ryanair que ligará Lisboa ao Porto, talvez fosse interessante que esta companhia pudesse utilizar as infra-estruturas existentes. Assim podia anunciar que o avião precedente do Porto CREP com destino a Lisboa A8, efectuava paragens em São João da Madeira (sob a A32), na Figueira da Foz (sob a A17) e na Ericeira (sob a A21), passando todas as estas a vias mistas de tráfego.</p>
<p>Há tanta coisa a fazer, mas será que ainda vamos a tempo (com essa gente) de fazer alguma coisa?</p>
<p><strong><em>Sérgio Chaves</em></strong><br />
<em>* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
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		<item>
		<title>Descentralização e boa gestão</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/descentralizacao-e-boa-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2014 13:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto se falou de regionalização, cujo referendo inviabilizou alterações, fala-se e é sempre actual o tema da descentralização. Por outro lado, assistiu-se recentemente à fusão de freguesias, mas ao fim e ao cabo, o que todos queremos não será melhor gestão, rapidez nas decisões e facilidade de comunicação com os entes decisores? Cada cabeça sua &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="textoc">
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="http://ccriativo.pt/riportico/wp-content/uploads/2013/12/313.jpg" width="800" height="600" />Tanto se falou de regionalização, cujo referendo inviabilizou alterações, fala-se e é sempre actual o tema da descentralização. Por outro lado, assistiu-se recentemente à fusão de freguesias, mas ao fim e ao cabo, o que todos queremos não será melhor gestão, rapidez nas decisões e facilidade de comunicação com os entes decisores?</p>
<p>Cada cabeça sua sentença. Justiça seja feita aos bons funcionários públicos, mas se os cidadãos pudessem falar a uma só voz, via de regra, lamentar-se-ia o azar de termos de nos cruzar com algum organismo do Estado. Criaram-se múltiplos automatismos, sobretudo por via informática, que na verdade fizeram a maioria dos serviços aumentar a sua eficiência, todavia, o grande problema é que no dia em que o “sistema”, que é “cego”, falha, nada está preparado para o salvar com celeridade e o cidadão entra, a partir daí, num carrocel sem fim à vista. Dado que, normalmente, a decisão passa para instância superior ou para os Serviços Centrais (como se estes fossem mais capazes e mais sérios do que os locais), aguarda-se o clique mágico que volte a devolver o utente à liberdade. Torna-se <img decoding="async" alt="" src="http://www.diarioaveiro.pt/sites/diarioaveiro.pt/files/styles/imagem_noticias/public/macedahoje.jpg" />evidente que a máquina não se pode sobrepôr de qualquer maneira à acção humana.</p>
<p>O ano passado, praticamente por decreto, fundiram-se freguesias. Se sou a favor ou contra? Sou a favor de medidas que visem aproximar os cidadãos de quem decide, inlcuindo até fusão de municípios, mas não como algo imposto, sem explicação e sem qualquer aplicação prática ou melhoria de eficiência, como me parece que foi o caso.</p>
<p>Todos nós gostariamos de ter na nossa rua uma escola, um hospital, uma biblioteca, uma piscina, uma junta <img decoding="async" alt="" src="http://www.hospitalovar.pt/imagens/fotos_home/1.jpg" />de freguesia, uma esquadra, uma repartição de Finanças, outra da Segurança Social, uma Junta, uma Câmara, um tribunal, mas não será que o que todos preferiamos era ter tudo isto relativamente perto, sem ter de ser mesmo à porta, mas a funcionar efectivamente bem!? A funcionar com autonomia, competência e sistema para decidir de forma rápida, evitando um sem número de deslocações, tempo de espera e consequentemente&#8230;custos.</p>
<p>Se está hoje tudo mal? Não está. Se formos justos, vemos que hoje temos certas infra-estruturais vitais para a dignidade humana, tais como águas, saneamento (discussões das estruturas destes negócios não incluídas para hoje), arruamentos básicos, que nos conferem melhores condições de vida do que em decadas anteriores. Mas verificamos hoje, sobretudo no litoral, quanto a mim, um excesso de certas infra-estruturas desportivas e culturais de carácter megalómano, com aproveitamento e exploração claramente deficitários. Do exemplo que melhor conheço, à decada de 1990, existia um pavilhão rudimentar para uma equipa que se batia pelo campeonato nacional de basquetebol, e um Hospital com competência regional. O que os anos 2000 por diante proporcionaram foi a construção de três pavilhões de condições quase olímpicas, e quanto ao Hospital&#8230;vamos ver a que colo vai parar esse menino!</p>
<p>Mas de quem é parte da culpa? É dos cidadãos também, porque sempre lutaram bem mais por pavilhões do que propriamente pelo Hospital. A parte menos má da crise será eventualmente levar a que as pessoas se preocupem em efectivamente fazerem melhores exigências e escolhas para o que querem das suas vidas.<br />
<em><strong>Sérgio Chaves</strong><br />
* Autor não aderiu ao novo acordo ortográfico</em></p>
</div>
<p>A opinião dos nossos comentadores é da sua exclusiva responsabilidade e não vincula a linha editorial do OvarNews</p>
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