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Marcos Muge expõe nos Bombeiros Voluntários de Ovar

O artista vareiro Marcos Muge está a celebrar 30 anos de vida artística e assinala essa efeméride com uma exposição de trabalhos seus no quartel dos Bombeiros oluntários de Ovar, este sábado, dia 17, às 15.30 horas.

Pintor, escultor e ceramista, Marcos Muge cedo despertou para a arte, tendo sido discípulo de nomes consagrados como Amílcar Matias, Armando Correia e Herculano Elias, Martins Correia, Ranieri do Bernardo, João Duarte, João Calisto, David Torres, Rui Campos, Fernando José Morgado, entre outros.

Como pintor, iniciou-se como autodidacta em 1984, expondo pela primeira vez em 1986, tendo realizado 46 exposições individuais e participado em 30 colectivas, passando pela galeria de arte do Casino Estoril, FIA Lisboa, ou participado em projectos como “A Viagem de Vasco da Gama à India”, sob o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, ou na exposição itinerante “O Povo no Pensamento dos Poetas em 1999”.
Depois de abrir o seu próprio atelier, em 1994, passou a trabalhar em pintura de azulejo, pintura a fresco, escultura e conservação e restauro, tendo integrado o grupo de fundadores do Aveiro Arte em 1999.

Fez uma pormenorizada investigação sobre a vida do pugilista ovarense, José Soares Santa – Santa Camarão, através de recolha de documentos, objectos e depoimentos locais, regionais e familiares que posteriormente publicou semanalmente na rubrica “Espólio do Santa”, no Jornal de Ovar, entre Janeiro e Dezembro de 2004. Executou a escultura da cabeça do pugilista, a obra oficial e as 100 serigrafias que assinalaram os 100 anos do nascimento do pugilista, na cerimónia oficial que decorreu no Governo Civil de Aveiro. Criou e pintou outros três painéis de azulejo para as homenagens que planeou e concretizou e que decorreram em Alfama-Lisboa, Pavilhão Fight Clube de Matosinhos e Governo Civil de Aveiro.
Mais recentemente, volvidos 160 anos sobre a passagem de D. Maria II por Ovar, a Junta de Freguesia inaugurou, em 23 de Maio de 2012, um painel de azulejos da sua autoria alusivo a este acontecimento histórico. Neste mesmo ano, pôs a descoberto a data do fresco da Capela do Pretório (1727), enquanto procedia à recuperação das Capelas dos Passos.

Em 2013, lançou-se na execução da escultura “Mãos de Deus”, no adro de entrada do cemitério de Ovar, nas traseiras da Igreja Matriz, aproveitando uma das árvores vítima da intempérie de 19 de Janeiro desse ano.
Ao longo destes 30 anos, Marcos Muge foi galardoado com diversas distinções. Em 1986, recebeu o primeiro prémio “Ano Internacional da Paz”, em Almada, em 1995 foi primeiro classificado na FARAV, Prémio Azulejaria Contemporânea, no Encontro de Jovens, na FIL, e Prémio Cerâmica Contemporânea, em Budapeste, na Hungria. Encontra-se representado em inúmeras autarquias, instituições e localidades, com destaque para Fundação Mário Soares, Fundação Bissaya Barreto e em muitas colecções particulares pelo mundo.
Marcos Muge admite que o seu percurso tem tido muitos “espinhos”, mas o segredo da sua longevidade é a “persistência” e o “amor à arte”. “Apesar das contrariedades, nunca desisti, estou aqui e estarei”.

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