Opinião

Eis a Nossa Criança, Eis o Nosso Padroeiro, Eis o Nosso São Paio! – Pedro Nuno

Afirma, quem sabe, quem vive e de forma convincente, que o pequeno-almoço dos “campeões”, durante o nosso São Paio, baseia-se numa mini e num cigarro, sem que para tal queiramos apelar a qualquer tipo de vícios.

Após isso – já com o estômago a emitir barulhos idênticos ao ranger dos dentes da Margarida Corceiro sempre que o João Félix lhe diz que vai beber um copo, e com a cabeça tão ou mais atordoada do que aquela que fica o Piruka de todas as vezes que o David Carreira está na mesma festa do que o jovem-, visitas a tradicional avenida das “tendinhas”, onde colas o semblante cansado e pesado ali e além, mas em nada em concreto.

Entre o hipnotizante aroma a presunto pata negra e queijo de ovelha de um lado, e farturas e pipocas do outro – com a cruel ressaca a não dar sinais de se pôr no car…-, é já final de tarde e altura ideal de alguém lançar a questão da praxe: “Então, o que é que vamos comprar para beber logo?”.

À noite… Bem, à noite é o que se sabe: um ou outro excesso (quem nunca o teve?), mas sempre com a cabeça no lugar. De qualquer das formas: felizes os casais de namorados que se aparam um ou outro numa eventual “queda” provocada pela vodka-preta Miss. Desgostosos os que não namoram e que não conseguem “namorar” durante a festa de todos nós”. Adiante.

Pois é, pessoal, estaria a chegar, hoje, à nossa pequena “língua” de areia, entre a Ria de Aveiro e o mar, designada Torreira, a romaria que mantém viva uma tradição ancestral e de devoção a um santo galego que viveu no século X e que empresta o nome a esta festa.

Em 2021, dobramos as festividades. Fica a promessa! ❤️

Pedro Nuno (04.09.2020)

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